MASSAGEM PARA
BEBÉS
(shantala)
UM TOQUE DE AMOR
PROGRAMA
“Os
bebés têm necessidade de leite. Mas muito mais de
serem amados e receberem carinho”
Fréderick Leboyer
O nome Shantala surge, associado à
massagem infantil, pelo obstetra francês Dr Fréderick
Leboyer. Durante a sua estadia e trabalho na Índia, reparou
numa mulher que massajava uma criança. Ela estava
simplesmente sentada no chão, com uma criança no
colo, massajando de uma forma sábia, uma terapia
própria para os bebés, com milhares de anos, de forma
harmoniosa e em completa sintonia com as necessidades do
bebé.
Fréderick considerou esta massagem uma
arte, que tinha sido preservada pela tradição indiana
passada de mãe para filha. Chamou-lhe SHANTALA porque era o
nome da mulher que ele encontrou e que se deixou fotografar,
permitindo que esta técnica fosse partilhada no
Ocidente.
Vimala Sheneider McClure, uma norte americana
que estudou e trabalhou na Índia, teve a possibilidade de
observar localmente, tal como o Dr Leboyer, a forma tão
simples e tão natural de massajar uma
criança.
Mais tarde, já nos Estados Unidos, Vimala
dedicou-se à massagem infantil e à sua
divulgação ensinando mães a praticá-la.
Escreveu o livro “Massagem Infantil: Um guia para pais
carinhosos” e fundou, em 1981, a ASSOCIAÇÂO DE
INSTRUTORES DE MASSAGEM INFANTIL.
Vimala juntou à massagem Shantala
movimentos da massagem sueca, métodos de reflexologia e os
seus conhecimentos de posturas de yoga adaptados aos bebés e
elaborou uma sequência de massagem que é hoje
divulgada em mais de quarenta países no mundo
inteiro.
CONTEÚDO
PROGRAMÁTICO
-
PREPARATIVOS PARA A
MASSAGEM
- ONDE E QUANDO
- POSICIONAMENTO
- PRODUTOS A APLICAR
- TÉCNICA DA MASSAGEM
- QUANDO NÃO SE DEVE MASSAJAR
- MASSAGEM PERNAS E PÉS
- MASSAGEM DO ABDÓMEN
- MASSAGEM DO TORAX
- MASSAGEM BRAÇOS E
MÃOS
- MASSAGEM DO
ROSTO
- MASSAGEM DAS COSTAS
- EXTENSÕES
- MASSAGEM PARA ALIVIAR
CÓLICAS
- MASSAGEM PARA ALIVIAR GASES
- MASSAGEM PARA
PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS
- MASSAGEM PARA AJUDAR NA
DENTIÇÃO
BREVE ABORDAGEM SOBRE O PANO
PORTA BEBÉ
No Pano Porta Bebé há um maior
contacto com a mãe fortalecendo os laços afectivos e
aumentando a sintonia entre ambos.
Juntos farão exercícios que
aumentarão o vínculo afectivo e darão ao
bebé um prazer e uma tranquilidade imprescindíveis
para o seu desenvolvimento
emocional.
Pano
porta-bebés
É Inspirado nas culturas
Asiática, América-Latina e Africana, que utilizam os
panos desde há muitos séculos para transportarem os
seus filhos às costas, desde o nascimento até que
estes aprendem a andar. O pano porta-bebés é a forma
mais natural e prática de transportar o seu bebé
perto do corpo, e com as mãos livres para outras
actividades. O uso do pano é
conhecido mundialmente como babywearing.
Existem vários tipos
de panos para transportar bebés. O vulgar "pano" consiste
num tecido rectangular com cerca 4,5m de comprimento e 0,70cm de
largura, que permite transportar o bebé de várias
maneiras: sentado, deitado, apoiado na anca, à frente e nas
costas.
Existe ainda o modelo tipo
sling – tira de pano com duas argolas e o pano tipo pouch
– um arco em tecido que se coloca a “tira colo”,
permitindo criar uma bolsa para o bebé.
Vantagens:
- Permite amamentar em público de forma discreta;
- O bebé sente-se aninhado e ouve o coração da
mãe (ou de quem o transporta!), tal como quando ainda estava
dentro da barriga;
- Reduz as cólicas: um estudo de 1986, da revista americana
Pediatrics , que incluiu 99 mães com os seus
bebés, revelou que os bebés que eram transportados
pelo menos 3 horas por dia num pano, choravam menos 43% durante o
dia e 51% durante a noite, que aqueles que não eram
transportados desta forma;
- Um outro estudo, de 1990, da Columbia University College of
Physicians and Surgeons concluiu que os bebés que eram
transportados junto ao corpo das mães nos primeiros meses de
vida, revelavam uma significativa melhoria na sua saúde
emocional;
- Facilita a vida daquele que transporta o bebé, na medida
em que, se o bebé estiver a chorar, lhe permite
embalá-lo e fazer outras tarefas ao mesmo tempo;
- Favorece um contacto íntimo (tanto físico como
visual), entre o bebé e aquele que o transporta;
- Adapta-se ao bebé à medida que este vai crescendo,
permitindo que este seja transportado em diferentes
posições, conforme a sua idade;
- O pano dobra-se e cabe em qualquer carteira ou saco de fraldas,
não ocupando praticamente espaço nenhum;
- Pode ser lavado na máquina, juntamente com outras
peças de roupa;
- Permite a quem transporta a criança, ter os dois
braços livres para fazer outras tarefas;
- O pano porta-bebés permite transportar crianças
desde o dia do seu nascimento, até aos 12kg;
O pano porta-bebé
respeita o corpo da criança na sua posição
fisiológica, favorecendo e desenvolvendo o seu
equilíbrio, a sua psicomotricidade e eventual
reeducação da anca. Este método de transporte
é especialmente indicado para bebés prematuros, pois
ajuda o bebé a manter uma temperatura corporal
estável, e a respiração do adulto incentiva o
bebé a respirar, reduzindo deste modo as apneias.
O pano porta-bebé pode ser usado por qualquer pessoa, que
pode colocar o bebé sobre o ventre, ancas e costas,
dependendo da idade e peso do bebé, das
características do adulto e das suas actividades
físicas.
Condições
de Segurança:
- não
transportar crianças com mais de 12kg no pano
porta-bebés;
- nas primeiras vezes que se transportar uma criança no
pano, deixar sempre uma mão livre pronta para agarrar a
criança, se necessário;
- segurar a criança se se levantar, baixar, ou virar
repentinamente;
- ter atenção ao passar por esquinas, portas, ou
superfícies demasiado quentes ou que possam magoar a
criança;
- não cozinhar nem se aproximar do forno ou fogão,
com a criança no pano;
- verificar as costuras do pano periodicamente, e não o
utilizar se estas se encontrarem gastas, ou rasgadas.